Há 77 anos a mulher brasileira ganhava o direito de votar nas eleições nacionais. Mesmo com a vitória concebida pelo Código Eleitoral Provisório, de 24 de fevereiro 1932, já naquela época, só mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas e solteiras, que obtivessem renda própria, exerceriam tal condição.Não muito diferente do ocorrente no início do século passado, aqui no Brasil, apesar de todas as conquistas femininas, o sentimento de uma sociedade machista, onde o homem ainda paira como ser soberano, continua permeando no meio de nossa cultura.
Em 2007, segundo números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o nosso país já era constituído por uma maioria de 51,8% de mulheres, o que ainda não significa uma igualdade perante os sexos. As poucas oportunidades de emprego, a questão do baixo salário e a obsoleta ideia de que a mulher ainda tem de viver para servir ao homem e cuidar dos filhos, parece não significar muito para os que realmente tem o poder para fazer algo. Nos próprios cargos públicos a diferença é brutal. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas últimas eleições municipais, em 2008, as mulheres representaram apenas 20,8% dos concorrentes aos cargos de prefeito e vereador.
Só se igualar, para os que pensam, não é a única intenção das mulheres de nossa atual época. Um objetivo bem comum entre a maioria delas é a obtenção de uma independência financeira, onde possam viver as custas de seu próprio trabalho. Com isso, a constituição das famílias tradicionais tendem a mudar. Matrimônio e filhos, algo que há pouco tempo eram essenciais à vida de uma mulher, parecem ter perdido a sua suma importância. Todavia, é de se aplaudir as que ainda mantém vivos os ideais da causa feminista.
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